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Uai Tai

Você já tomou um Mai-Tai?
Provavelmente sim. Ele é um dos drinks mais difundidos do mundo.
Agora: você já tomou dois Mai-Tais, em dois bares diferentes?

Se sim, a chance de um drink não ter tido nada a ver com o outro é enorme.

Pobre Mai Tai. Justamente por ser tão icônico, acabou por ser também um dos drinks que teve a sua receita mais distorcida. Talvez porque a original tenha permanecido em segredo por muito tempo; talvez por oportunismo de quem quer se valer do nome famoso e não está nem aí pra história do drink, ou talvez porque ele exija um pouco mais do que produtos prontos de supermercado.

O fato é que o Mai Tai tem sido continuamente deturpado, profanado, violentado, pisoteado e todos os outros adjetivos abusivos que você puder pensar.

Pobre Mai Tai! Vendido e anunciado por aí carregando ingredientes muito aquém do seu real potencial. Suco de abacaxi (de caixinha, ainda por cima!), amaretto e licor de pêssego são os sacrilégios mais comuns.

O Mai Tai original não leva nada mais do que um blend de runs jamaicano e martinicano, suco de limão fresco, orange curaçao, orgeat (xarope de amêndoa), simple syrup (xarope de açúcar) e um ramo de hortelã bem farto, pra decorar. A partir do momento que você sabe o quanto essa combinação é balanceada e deliciosa, não vai mais conseguir pedir um Mai Tai em um bar sem sofrer de antecipação com a possível consatação:
“O que essa groselha está fazendo aqui??”

Enfim, exageros à parte, não há nada de errado em se inspirar nos clássicos. Pelo contrário. Se inspirar no Mai Tai é genial, porque um bom Mai Tai nos ensina a valorizar ingredientes frescos, a experimentar syrups exóticos, a misturar rums para atingir uma complexidade de sabor superior. Só não se esqueça de deixar claro que é a sua versão. Vamos respeitar os mais velhos!

Isso dito, aí vai a nossa versão do clássico. Com vocês, o Uai-Tai!

Homenagem tupiniquim ao Mai-Tai, o “Uai” do nome fica por conta da cachaça, mineira e boa, envelhecida em carvalho, que entra no lugar do rum martinicano. O toque especial vem do orgeat do Pará (criação exclusiva do Mixing Lab), ainda mais aromático que o tradicional orgeat de amêndoas.

Uai Tai

30 ml ou 1 oz de rum jamaicano escuro
30 ml ou 1 oz de cachaça bem envelhecida
22 ml ou 3/4 oz de suco de limão
15 ml ou 1/2 oz de triple sec ou licor de laranja
15 ml ou 1/2 oz de orgeat  do Pará (xarope de castanha do Pará)
7.5 ml ou 1/4 oz de simple syrup

Preparo: Bater todos os ingredientes em uma coqueteleira com bastante gelo quebrado. Servir em um copo double old fashioned e decorar com um ramo de melissa.

Dica Mixing: bata também na coqueteleira a casca do limão que você espremeu, ou, para uma versão bem tupiniquim, utilize meio limão macerado no lugar do suco de limão (lembre- se de servir coado).

O orgeat-do-pará tem mais óleos não-solúveis, que flutuam para a superfície do drink, rendendo-lhe um aroma rústico, mais terroso, que harmoniza muito bem com a personalidade forte da cachaça envelhecida.

A castanha do pará e o carvalho da cachaça realçam-se mutuamente para criar um drink mais pungente e bastante autêntico, sem perder o frescor de seu predecessor Tiki.

Definitivamente,  o Uai Tai é um drink que vale a pena experimentar, e ficamos muito orgulhosos de vê-lo aparecendo em blogs especializados de outras partes do mundo. A rainha dos coquetéis exóticos, Tiare Olsen, listou o Uai Tai entre as suas adaptações preferidas, em seu blog A mountain of Crushed Ice. Lá, além de conferir outras versões, você encontra tudo sobre a história do Mai Tai – e de quebra, ganha uma verdadeira aula sobre coquetelaria Tiki.

O Uai Tai foi também o nosso drink escolhido para participar do Mixology Monday #64 : Tiki February – um encontro global de blogs de coquetéis que acontece uma segunda-feira por mês. Neste mês, o MxMo caiu justamente na segunda feira de carnaval. Conveniente, não? Confira o post sobre o drink carnavalesco aqui.

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